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Iniciativa M&M – Capangas 06/10/2009

Posted by Ágatha Guedes in Iniciativa M&M.
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Bom, eu estava preparando outro post para hoje, mas como li no Lote do Betão sobre a “Iniciativa do Valberto M&M” então resolvi aderir a idéia e participar também.

Créditos ao "Pergaminhos Dourados"

Créditos ao "Pergaminhos Dourados"

Para começo de história, ele postou capangas para seus heróis socarem até dizerem chega. Eu resolvi enfeitar um pouco o pavão e acabei indo além. A idéia ainda é gente para surrar, mas de uma forma um pouco mais ampla. Resolvi utilizar os pots dos outros blogs como material e criar uma agência Terrorista anti-mutante, uma espécie de SHIELD às avessas. Aproveitem:

TRINITY

A agência TRINITY é uma organização para criar o caos e a destruição. Criada no final da década de 80 por três grandes facções criminosas que se viram diante de um fim quando surgiram os tão falados heróis. As tres facções sentiram necessidade de unir-se baseada em inimigos em comum. Assim surgia a Trinity.

A Trinity não age mais como uma facção dividida, hoje os membros das facções sabem que precisam de união para vencer as forças do bem. A Trinity é representada por três triângulos negros, representando as forças unidas das facções.

Insígnia da Trinity

Insígnia da Trinity

Área de Atuação

A Área de Atuação da Trinity é todo o mundo conhecido atualmente. Como uma organização crminosa, ela só age dentro dos limites humanos, evitando invasão de tempo/espaço, ataques a outros planetas e atuações mais comuns a grupos de criminosos.

Do contrário do que muita gente pensa, não é só de humanos que a trinity é formada. Muitos mutantes rejeitados por grupos de heróis são procurados pelos agentes da Trinity para ingressarem no corpo de membros da trinity.

Hoje ela já conta com um mutante para cada grupo humano enviado para campo.

Do contrário do que se pensa, os humanos da Trinity não são homens destreinados e prontos a morrerem. São lutadores, antigos soldados, homens de “valor” que lutam e defendem a Trinity acima de tudo. Utilizando de seu equipamento de última geração e de suas habilidades diversas. Sabe-se do recrutamento de soldados nazistas, ninjas, guerrilheiros, ex-militares e muitos outros membros de forças governamentais do bem.

Capangas

Ao invés de criar os capangas e dispô-los aqui para download, eu resolvi unir o útil ao agradável e informar os links dos blogs participantes, assim, como parte integrante da Trinity, vocês podem usar esses capangas para incorporarem o corpo de combate da Trinity.

Nazistas, Criminosos e terroristas do Lote do Betão.

Homens com tochas e Ogros, do Samurai Seis (nunca se sabe quando os soldados conseguem a ajuda do povo).

Motoqueiros, do “Pergaminhos Dourados”

A mão, do Ponei Riders blog

Ps.: Se alguém souber de mais algum blog participante, só enviar o link que eu posto ali. Obrigada.

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Inovar o RPG, é preciso? 06/03/2009

Posted by Ágatha Guedes in Opinião e Bate Papo.
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chat

Estava eu encarando o trabalho árduo de revezar meu olhar entre o monitor vendo “The Sisterhood of the Traveling Pants” e a porta do escritório, para vigiar a entrada do meu chefe, perto de ganhar uma medalha de ouro no esporte “alt + Tab”, quando lá no cantinho da tela não parava de piscar uma janelinha impertinente, que eu ia ignorando numa boa, até que a voz da Alexis Bledel foi interrompida pelo barulho irritande do msn pedindo atenção. Tá bom, deixei o filme de lado e atendi meu querido esposo.

Fui informada de uma discussão dele pelo msn e fiquei pensando no que poderia ser tirado de toda essa discussão. Imaginei que vocês, queridos poucos leitores, também fossem querer entrar na discussão e tecer seus comentários a respeito.

A discussão se dava pela afirmação de um de seus contatos afirmar que o RPG como é tido hoje em dia já não é tão atraente e precisa, urgentemente, de uma inovação. Segundo um dos participantes da discussão, RPG só iria angariar novos fãs, se mudasse drasticamente a forma como é apresentado.
RPG é uma arte nova se comparada com tantas outras práticas do mesmo segmento. O costume de reunir-se ao redor de uma mesa e interpretar personagens criados pelos jogadores já conta com algumas poucas décadas em suas costas.

RPG, irmão caçula do War?

RPG foi criado na década de 70 e de lá pra cá veio passando por bons e maus momentos. Se comparado com jogos de tabuleiro e parceiros semelhantes, de idade muito mais avançada, podemos deduzir que RPG é um jogo “criança” ainda. Se avaliarmos suas práticas e inovações, percebemos o quanto ainda falta “crescer“.
Uma das alegações na discussão era de que o RPG precisava “evoluir” para atender mais pessoas, para alcançar outros tipos de jogadores. Na esperança de que ele possa voltar ao “auge” onde já esteve outrora.
Devemos ter em mente que a evolução citada não se trata de substituição ou de “evoluir” no sentido literal da palavra, talvez a palavra correta para tal fato fosse mesmo “crescer“, no sentido de se tornar mais maduro e mais direto.

Todo Digimon precisa de evolução?

Nesse caso devemos avaliar os bons frutos para sabermos onde vamos pisando. O fato de o RPG estar perdendo jogadores (no Brasil, pelo menos) se dá total e exclusivamente ao cenário precário e muitas vezes “desonesto” do hobbie no País. Afirmar que o RPG está definhando por ser uma prática ultrapassada não só é desvirtuar a imagem do RPG como também uma forma de justificar os argumentos erronêos (na minha opinião) citados.
Tudo na vida pode e há de precisar evoluir, mas o RPG, da forma como é jogada tradicionalmente não é uma delas. Claro que pode evoluir, como tudo na vida pode, mas não é uma necessidade primária.
Não consigo imaginar uma outra forma de jogar RPG sem ser em contato direto com os amigos (por isso abomino tanto os MMORPG e os chat RPG da vida) rodeados de livros e de diversão sem limite.
A forma de jogar RPG não precisa de uma evolução, não precisa de um estandarte para que seja dito “Agora sim estamos jogando RPG”. Esse tipo de discussão me lembra muito as discussões do tipo “Hack’n Slash não é RPG” ou “Vampiro é mais interpretação que D&D” e todas acabam não levando a lugar algum.

rpg1

Os dados serão substituídos?

Medieval clássico ou Medieval Fantástico?

Talvez, e apenas talvez, o que esteja acontecendo com alguns jogadores seja o rumo “natural” dos “roqueiros” de plantão, daqueles tipos que não podem mais escutar as mesmas bandas que ouviam quando começaram a gostar do ritmo, agora, mais evoluídos que são, eles precisam ouvir coisas obscuras, com nomes duvidosos e ritmos intrigantes. As bandas mais “comuns” e midiáticas não enchem mais seus olhos, agora eles querem uma coisa única, algo realmente exclusivo.
O que o RPG pode estar precisando é de algo realmente novo, algum cenário diferente e que nos dê o ar de novidade quando encontrado. Para aqueles que jogam e se divertem com os cenários atuais talvez isso não seja um problema, mas sempre há de haver um “Reinos de Ferro” para todo cenário atualmente.
Não quer dizer que os cenários atuais são chatos e entediantes, com seus clichês e “novidades” de sempre, a questão é que para algumas pessoas, principalmente aqueles que largaram o hobbie por falta de diversão, o que falta é uma nova pegada, uma nova visão sobre os mesmos cenários, para apresentá-los ao que já fora divertido outrora e hoje não passa de um conhecimento do passado. Ou talvez falte um pouco de  Old School que todo “veterano” deseja.

A questão é que RPG pode ser divertido dependendo da forma que você joga. Ninguém pode ditar uma fórmula que vá funcionar para todos os grupos. Alguns se divertem com vampiros, outros com cavaleiros e todos com mulheres machonas armadas até os dentes.

Inovar é preciso?

Inovar é preciso?

Como concluir?

Em resumo de tudo que foi dito, o RPG não é uma prática milenar e como tal ainda pode deleitar-se de seu ar de novidade para aqueles que conheceram o jogo há pouco tempo, enquanto para os mais antigos, talvez precise de um novo brilho para iluminar a diversão.
Os temas podem precisar de uma revisão, de uma onda de criatividade, mas nada que novas mentes abertas não possam dar um jeito (inclusive li um post no 42 que mostrava algumas dessas mentes abertas). Imagino que o RPG como está vai ser levado ainda por muito tempo e que só encontrará ferramentas para seu auxílio ao invés de inimigos contra sua prática. As ferramentas se agregam ao RPG, mas nenhuma delas conseguirá substituí-los, pelo menos não por um bom tempo.