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Estreia – Abrindo a Caixa 05/08/2009

Posted by Ágatha Guedes in Abrindo a Caixa.
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Andei pensando sobre quais textos começar a criar referente ao “Fala que eu te escuto” que pedi quando estava numa situação difícil. A situação já passou (não melhorou, mas passou) e agora queria atender aos pedidos. Levando todos os pedidos em consideração, resolvi começar com um de um leitor bem assíduo do Blog, o Betão.

Para criar um texto sobre “Você foi escalado(a) para mestrar. O que fazer?” eu decidi pedir ajuda de alguém com um pouco mais de experiência para mestrar do que eu. Ao maridão, é óbvio. Ele me dará a ideia inicial e eu postarei aqui, com as devidas correções e acréscimos de minha parte, espero que gostem.

Mas, do contrário do que foi pedido, eu resolvi enfeitar um pouco o pavão e criar algo além, que pudesse ter vida própria e ajudasse um pouco iniciantes e veteranos numa hora tão chata como a surpresa de ser mestre. Por isso criei a coluna “Abrindo a Caixa”.

“Abrindo a Caixa” vem para oferecer aos mestres iniciantes ou aos mestres de última hora uma alternativa para desenvolver aventuras sem precisar planejar muito. Claro que não conseguiremos trazer todas as respostas para cá, mas pelo menos uma luz você terá na hora que for escalado para mestrar.

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Tentaremos com essa coluna, abranger o máximo de temas possíveis, sempre deixando de lado o sistema referido. Preferimos que você utilize essas aventuras em seu sistema preferido, aproveitando o melhor que seus jogadores puderem oferecer.

Terror em Santa Lucia

Santa Lucia (sem acento mesmo) é uma pequena cidade no oeste. Típico cenário de faroeste: Saloons, duelos ao pôr do sol, Xerife, entre outros. Recentemente um velho homem, Escobar, fora acusado de trapacear em um jogo de pôker e matar seus competidores. Toda a cidade ficou assustada com a forma do assassinato e o homem foi julgado a forca e aguarda na prisão de Santa Lucia por sua execução.

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Aventura
Faltando poucos dias para o homem ser morto, um grupo de jovens, amigos próximos de Escobar, procuraram os jogadores em busca de ajuda, na missão de provarem que ele é inocente. Pouco se fala sobre defesa na cidade, ninguém confia em Escobar e qualquer prova a ser levantada a seu favor terá que ser verídica. A situação é tensa e os jogadores precisam agir contra o relógio para conseguirem inocentar o homem.

Possíveis desfechos

  • Escobar é realmente o assassino e precisa de qualquer forma de algo que o inocente. O grupo de jovens pede aos jogadores que criem uma pista falsa, dando a impressão de que Escobar é realmente inocente, pelo menos para adiarem a execução para que possam planejar algo para tirá-lo de lá.
  • Escobar é inocente e precisa de provas que comprove isso. O xerife da cidade armou essa chacina buscando eliminar os criminosos que espalhavam o terror. Sabendo desse jogo de poker, o Xerife percebeu quer era sua única chance de acabar com todos de uma só vez. Escobar foi só um alvo para carregar a culpa pelo Xerife.
  • Escobar é um charlatão confesso, mas nunca arriscou-se a matar ninguém, sempre ludibriando àqueles que se punham em seu caminho. Hoje Escobar precisa de libertação pois está prometido à filha de um Xerife de outra cidade. Caso ele não chegue a tempo e seu futuro sogro descubra seu paradeiro, tudo estará perdido.
  • Escobar é uma grande testemunha de um crime grandioso na capital da cidade. Santa Lucia foi o lugar que encontrou para repousar enquanto a poeira baixava. Ele foi seguido até a cidade e não sabe que seus algozes estão por trás de sua acusação. Para provarem a inocência de Escobar os jogadores precisarão capturar um desses algozes a fazê-los assumir a culpa pelo crime hediondo que ronda a acusação de Escobar.

Informações Complementares:
Para ajudar os mestres mais desesperados, resolvi criar uma lista de complementos para auxiliar no meio da aventura. Caso precise sacar algum nome e não esteja inspirado, pode usar nossa caixa de ferramentas para ajudar.

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Nomes de Saloon
Sol Poente
Gim e Pólvora
Gim Cana
O Sol Xadrez

Nomes Próprios
Tim “the fast” Jones
Anthony “the Ant” Elliot
Alan West
Jack James
Steve Carmero
Cormano

Agradeço a todos pela leitura e espero comentários ou críticas. Vamos Fechando a Caixa porque o jogo já acabou

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RPG à força 03/02/2009

Posted by Ágatha Guedes in Opinião e Bate Papo.
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Antes de mais nada, desculpe pela ausência. Meus planos já estavam todos feitos e vocês estavam inclusos nele, de repente surgiu uma história de viagem e tudo foi por água abaixo. Arrumei tudo e saí meio sem rumo, agora que estou de volta vou tentar atualizar aqui.

Para começar, aqui vai uma matéria que eu havia escrito antes do carnaval, em breve posto também (hoje, de preferência) uma matéria nova sobre conquistas, vocês vão entender. Beijos a todos.

Gente, vocês precisam entender uma coisa, de uma vez por todas. RPG é magnífico, RPG é lindo, é perfeito e te fez ser uma pessoa melhor. Bom para você. Você precisa enfiar nessa sua cabecinha oca, de uma vez por todas, que RPG pode não ser agradável a todas as pessoas. Sim, isso é possível.
Eu sei que é difícil admitir, mas nós precisamos aceitar que assim como futebol, música, dança, culinária e tantos outras coisas, RPG não agradará 100% das pessoas. Nunca. Quantas vezes você mesmo já não torceu o nariz porque fulaninho falou que gostava de Calypso?
Já passei por muitas situações desse tipo, onde um jogador explica exaltado como é divertido saltar nas costas de dragões, lançar magias e viajar por longas jornadas, tudo isso na imaginação, para logo em seguida receber um olhar de “Hã?” do espectador. Diante da visão de dúvida, o jogador alterou-se ainda mais, alegando que “ela não sabia o que era bom” e coisas preconceituosas do tipo. Gente, vamos ser francos, dependendo da situação, RPG não é a única forma de diversão.
Há, no Brasil, um grande problema com gostos e preferências. Sempre observamos na internet ataques contra pessoas que não concordam com nossos gostos, preferindo jogos mais de ação do que de interpretação.
Certa vez fui ao encontro da RedeRPG no Bob’s da Tijuca e conheci algumas pessoas. Muitas delas deixaram claras as preferências por apenas jogar RPG, nada mais. Nunca saíram, nunca jogaram outra coisa, nada que os deixasse ser “menos nerd”. Tudo tinha que estar dentro do padrão “nerd de ser”.
Vou contar um segredo: Existe vida depois das sessões de jogo. E muitas pessoas preferem essa “vida” do que a outra, jogando RPG. Se sua namorada, companheira, amiga, cachorro, papagaio, não quer jogar, não tem interesse em saber como é o RPG. Deixe-a em paz, no cantinho dela. Não há nada mais horrível do que sermos importunadas por gente nos obrigando a assistir horas e horas de gente falando sem nenhum nexo (pra nós, tudo aquilo tem nexo, mas imagine alguém que nunca ouviu falar).
Sabemos que o RPG no Brasil nos torna mendigos de jogadores. Muitas vezes nos vemos correndo atrás de jogadores e tentando iniciar pessoas ao Hobbie, mas não faça isso com todos. Não torne-se um vendedor da Herbalife negociando dados. Deixe aqueles que não se interessam de fora. Eles não serão menos amigos ou menos inteligentes por isso, pelo contrário, mostra que eles têm personalidade e gostos diferentes de você, mas isso nunca tornou ninguém menos amigo que ninguém. Né?
Da próxima vez que se pegar narrando as estripulias de seu bardo na terra de Oz, separe dois segundos para observar os gestos da pessoa que está te ouvindo, se ela não mostrar interesse, deixe-a falar um pouco, deixe-a interagir e acrescentar algo no assunto. Em uma conversa tradicional duas pessoas acrescentam informações e interesses. Não se faz uma boa conversa com apenas uma pessoa narrando suas qualidades, sejam elas fantásticas ou não.

Considerações e Projetos 02/18/2009

Posted by Ágatha Guedes in Opinião e Bate Papo.
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Bom, depois de um tempinho longe, voltei aqui para continuar minha saga contra a não feminilidade nas mesas de RPG pelo Brasil afora. Como podemos ver, temos a Elisa, a Ray, a Ana (Ana ainda não comentou, mas sei que ela existe) e imagino que hajam muitas outras gurias RPGistas por aí. Fiquei muito feliz quando voltei e vi os comentários repletos de opiniões construtivas e pessoas que, de uma forma ou de outra, adicionam cada dia mais para o RPG Nacional e para os blogs sobre o tema. Gostaria de agradecer aos que comentaram, vocês foram de uma importância fundamental.

Para não vir aqui apenas para puxar saco dos leitores (ainda que poucos) venho também falar sobre dois projetos meus, um, que vem logo depois desse post e o outro que vai levar mais um tempinho, mas que vai valer mais pela espera.

Logo em seguida a esse post (vai ficar estranho isso, afinal, vocês vão ler o outro post primeiro que esse) eu postarei uma nova “regra” que criei para Mutantes e Malfeitores, para “Exposição“, como achei por bem chamar. Em seguida (e com mais tempo) vou terminar e publicar aqui o cenário que estou terminando em parceria com uma amiga (Gleyce) e o mestre do meu grupo (e esposo). O cenário tem pitadas cômicas e bem sacadas (assim esperamos) e lida com super heróis em sua época mais “complicada”, na terceira idade, por assim dizer. É um cenário onde os idosos começam a perceber que vivem mais tempo ao lutarem contra o crime, assim, surge uma enxurrada de super heróis fantasiados e geriátricos. O nome é “Clube da Melhor Idade“. Espero que vocês gostem. Por hoje é só, pessoal.

Um Blog a mais 02/09/2009

Posted by Ágatha Guedes in Opinião e Bate Papo.
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Olá, bom dia, boa tarde ou boa noite. Este é o primeiro post dentro do Blog Dados Cor-de-rosa e vou tentar abranger o máximo possível de informação para que eu evite voltar a falar disso no futuro.
Meu nome é Ágatha Guedes, jogo RPG há algum tempo e tenho preferência por temas que explorem mais a socialização do que a destruição em massa de bichos sem cérebro.
Sou casada e conheci meu marido jogando RPG.
Seria bom delimitarmos o caminho que vamos seguir aqui para deixarmos claro a direção que estamos tomando.
Para começar achei uma boa reproduzir parte do texto do Lote do Betão que encontrei em seu blog. É claro que para lerem na íntegra terão que visitá-lo. Durante o tempo que andei pesquisando, percebi também que não existia nenhuma lista dessas feitas por uma mulher. Como assim? Quer dizer que os homens precisam aconselhar os outros homens a como se tratar uma garota? Tenham dó, né. Por isso, eu resolvi fazer minha própria lista. É minha missão para o próximo post. Tenho certeza que depois que lerem a tal lista, vocês pensarão duas vezes em atentar as incautas garotas que dirigem-se às suas mesas. Mas se ainda assim vocês insistirem em agir como Conan quando vê uma mulher amarrada com correntes, vão em frente. Conan tremeria diante da minha fúria.

Olha o texto aí.

O Lote do Betão: No evento de RPG ela recebeu, nos dois dias, mais de 50 comentários estúpidos. Alguns menos explícitos e outros bem mais. Chegou mesmo a ficar constrangida com algumas das barbaridades que ouviu…continue lendo aqui